Mercado de Fusões em Aquisições em 2025 e tendências para 2026
O mercado global de Fusões e Aquisições (M&A) consolidou em 2025 a sua retomada mais vigorosa nos últimos cinco anos. Com um volume total de US$ 4,8 trilhões, o setor registrou uma expansão de 36% sobre o ano anterior, aproximando-se do recorde histórico de 2021.
Segundo dados da consultoria Bain & Company, os “meganegócios”, operações que movimentaram mais de US$ 5 bilhões, foram os grandes protagonistas do ano que se passou e responderam por mais de 75% do valor incremental do ano.
O combustível dessa aceleração foi a Inteligência Artificial Generativa (IA) que, além de ser uma tendência tecnológica consolidada, transformou não apenas o setor de tecnologia, como setores tradicionais. Segundo as projeções da KPMG, a expectativa é aumentar o volume de transações, nos próximos dois anos, em setores que estão em franco crescimento, como tecnologia, energia, recursos naturais e serviços financeiros.
A nova dinâmica dos negócios de M&A em 2025 foi impulsionada pelo capital humano especializado em todo o mundo. Grandes corporações perceberam que é mais eficiente adquirir times prontos para orquestrar e dominar a arquitetura de IA do que tentar formar essas competências internamente do zero, enfrentando o custo da curva de aprendizado na formação interna.
Outra tendência de mercado observada foi o impacto positivo no valuation e atratividade de players de mercado com a intenção de investir em empresas com estrutura sólida, previsibilidade, governança e capacidade de crescimento sustentável.
Em termos de mercados regionais, o Brasil emerge como o mais robusto da América do Sul, impulsionado tanto pelo seu ecossistema industrial e energético quanto pelo desempenho positivo de sua bolsa de valores, mantendo-se relevante no radar global de potenciais aquisições de empresas e talentos de IA. Contudo, o ano de 2026 traz um grau de incerteza a investidores interessados em M&As, considerando o ciclo de queda de juros, as incertezas fiscais e políticas naturais de um ano de eleições e Copa do Mundo.
O cenário regulatório e as tensões geopolíticas sempre desempenharam um papel crucial na América Latina, que sempre impactou a forma de abordagem dos investidores internacionais. Paradoxalmente, em 2026, a instabilidade histórica da América Latina criou uma classe de ativos extremamente resiliente. O entendimento é que empresas que operam em mercados de alta inflação e câmbio volátil desenvolveram capacidades adaptativas que são hoje o padrão ouro de gestão de riscos globais, considerando o contexto internacional cada vez mais incerto e os cenário global cada vez mais complexos.